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Para reabrir escolas é preciso fazer testagem em massa e rastreamento, diz estudo

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Um estudo liderado pela UCL, a University College de Londres, indica que a reabertura das escolas após o pico da pandemia de coronavírus pode ser feita com relativa segurança, mas máscaras e distanciamento social não são suficientes. É preciso investir na testagem em massa de casos sintomáticos e no rastreamento dos contatos suspeitos.

“Para evitar uma segunda onda de COVID-19, o relaxamento do distanciamento físico, incluindo a reabertura de escolas, no Reino Unido, deve ser acompanhado de testes em larga escala em toda a população de indivíduos sintomáticos e rastreamento eficaz de seus contatos, seguido pelo isolamento dos indivíduos diagnosticados”, conclui o estudo divulgado na segunda (3) na revista The Lancet – Child & Adolescent Heath (leia a íntegra aqui).

A testagem em massa e o rastreamento de casos para romper com as cadeias de transmissão do coronavírus são estratégias recomendadas pela comunidade científica, mas jamais adotadas pelo Ministério da Saúde brasileiro.

Ainda sob a gestão de Luiz Henrique Mandetta, a Pasta preferiu investir recursos para preparar o atendimento na ponta, comprando equipamentos de proteção individual para as equipes de saúde e respiradores.

Em entrevista, o pesquisador Ricardo Knudsen, autor de um artigo sobre a testagem em massa no contexto da pandemia de coronavírus, disse que o Brasil errou ao tomar a decisão política de não investir em testes para detectar os vetores da doença e controlar a transmissão ainda no começo da crise sanitária.

neurocientista Miguel Nicolelis também afirmou que o País não se preparou devidamente para controlar o surto de Sars-Cov-2. “Só se ganha a pandemia, como Oswaldo Cruz bem mostrou em 1904, indo de encontro ao vírus. Você não ganha nos hospitais, nem na UTI. Para quebrar a taxa de transmissão, tem que quebrar a infecção de uma pessoa para outra.”

Santo André

Os alunos da rede municipal de ensino de Santo André não voltarão às salas de aula neste ano. A decisão da prefeitura foi tomada na quinta-feira (30), após avaliação de pesquisa realizada pela Prefeitura com os pais e responsáveis pelos estudantes.

O levantamento mostra que cerca de 94% dos responsáveis por alunos de creches e Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental) de Santo André não são favoráveis ao retorno das aulas presenciais neste ano, por causa da pandemia de Covid-19. A pesquisa ouviu 21.319 pessoas.

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